terça-feira, 19 de julho de 2016

A INFLUÊNCIA DO FACEBOOK NO MERCADO DE TRABALHO


A INFLUÊNCIA DO FACEBOOK NO MERCADO DE TRABALHO

Dheyvid Adriano do Livramento Chaves

Para este breve estudo foi aplicada uma pesquisa que objetiva comparar estatisticamente os dados obtidos com alguns resultados já divulgados a cerca do tema explorado. Foi elaborado um questionário online contendo seis questões onde o público pesquisado assinalava a(s) resposta(s) que melhor condissesse(m) com o seu ponto de vista.
A amostra da pesquisa é composta por 33 pessoas usuárias do Facebook que foram abordadas aleatoriamente através da rede social e suas respectivas respostas são apresentadas graficamente pelo autor para melhor compreensão e análise.


O FACEBOOK COMO FERRAMENTA PARA OFERTA/PROCURA DE EMPREGOS

Antigamente os jornais eram o único meio de anunciar vagas de emprego, hoje esses anúncios migraram para a internet. Além de sites específicos para a divulgação de ofertas de empregos, algumas redes sociais como o Facebook tem se mostrado como uma boa forma de procurar trabalho.
Uma pesquisa feita pela empresa de recursos humanos Boucinhas & Campos revelou em dados que 49% dos entrevistados usam com frequência as redes sociais para procurar emprego e 22% não utilizam esse meio para buscar oportunidades de emprego. A pesquisa também revela que o Facebook é utilizado por 56% dos entrevistados para esse fim e que 72% acompanham as redes sociais das empresas em que desejam trabalhar.
Na pesquisa realizada para este estudo, confirma-se a porcentagem considerável de pessoas que já procuraram, procuram ou pretendem procurar empregos através das redes sociais (aproximadamente três quarto dos entrevistados) e o número baixo de pessoas que nunca utilizaram as redes sociais com esse objetivo (pouco mais de um quarto da amostra), como mostra o segundo gráfico:


A terceira questão aborda a opinião dos entrevistados sobre considerar o Facebook como uma ferramenta útil ou não para buscar oportunidades de emprego, e mostra que é quase unânime a concordância com essa utilidade da rede social, já que apenas 12% discorda.


No quarto gráfico percebe-se que as pessoas costumam seguir páginas ou participar de grupos de divulgação de vagas de emprego no Facebook, chegando a corresponder quase 80% dos entrevistados, apesar de que a maior parte não os acompanha frequentemente.


Em relação a acompanhar páginas empresariais no Facebook, dois terços dos entrevistados revelam seguir as empresas que atuam ou possuem interesse em atuar futuramente, sendo o outro um terço desinteressado nesse quesito.
 

Marco Chaves, profissional que atua na área de RH, respondeu a algumas questões para esse estudo com a finalidade de justificar os números da pesquisa com a prática profissional. Questionado sobre a eficiência para as empresas da procura por candidatos utilizando o Facebook como ferramenta, Marco esclarece: “Atualmente o Facebook tem o propósito de incorporar qualquer serviço que possa beneficiar o usuário e atraí-lo para esses serviços dentro da sua plataforma. Certamente, muitos usuários empresários se beneficiam do grande tráfego virtual que a rede social proporciona, criando páginas de Recursos Humanos para atrair candidatos e coletarem currículos. A eficiência desse serviço esta relacionada à forma como a página se tornará atraente, dinâmica e intuitiva, remunerando ou não os serviços de publicidade oferecidos na plataforma.”
E para quem está à procura de emprego: “o Facebook oferece inumeráveis páginas empresariais focadas na exploração da mão de obra no âmbito regional, nacional e internacional. Cabe ao candidato uma investigação minuciosa a respeito da reputação dessas empresas consultando principalmente os depoimentos de outros usuários.” - conclui.

RELAÇÕES ENTRE FACEBOOK E O PROCESSO DE RECRUTAMENTO DAS EMPRESAS

“O Facebook é meu e eu posto o que eu quiser”. Esta frase é comumente usada pelos usuários da rede social, porém, pode afetar negativamente no que diz respeito ao processo de recrutamento e seleção de um candidato a uma vaga de emprego. Ao mesmo tempo em que o Facebook auxilia na procura por vagas, o recrutador de uma empresa pode utilizá-lo como um recurso para analisar o perfil dos candidatos, o que pode impactar positiva ou negativamente dependendo do conteúdo exposto na página de cada um.
Segundo a Pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho realizada pela empresa de recrutamento Robert Half com executivos, as redes sociais dos candidatos influenciam 44% das empresas brasileiras a desclassificar candidatos. Há debates nesta área que abrangem opiniões favoráveis a esse processo de “espionagem” considerado inovador, como também posições contrárias que consideram uma violação da privacidade.
Ainda em entrevista para este estudo, Marco Chaves disserta sobre os objetivos dos empregadores que buscam conhecer o perfil virtual dos candidatos: “O candidato que se cadastra em alguma rede social muitas vezes assina digitalmente um Termo de Política de Publicidade e Privacidade em que muitas delas garantem a não divulgação do seu perfil ao publico e/ou apenas a empresas afiliadas. Algumas empresas virtuais não garantem esse beneficio tornando o perfil do candidato disponível ao publico, cujos empresários aderem a estes serviços para autorizar o RH a consultar o cotidiano do candidato na intenção de associar seu currículo com seu perfil publico ou legitimar alguma informação curricular.”
Questionado sobre quais os pontos positivos ou negativos que os candidatos podem considerar dessa investigação, continua: “Positivamente, o candidato deverá ficar atento as respostas das entrevistas a quem se submete para elaborar um roteiro mais dinâmico e qualitativo do seu marketing profissional diante do cenário em que se encontra.  É uma relação interpessoal  entre o entrevistador e o candidato cujo aprendizado é simultâneo.  Conhecer a empresa, um pouco da sua história, conduz o candidato a cuidados mais criteriosos de sua vida pública nas redes sociais antes de divulgar seu currículo. Respostas sucintas na entrevista favorecem a avaliação, respostas distorcidas ou mal esclarecidas desfavorecem a avaliação no ato da entrevista podendo induzir o entrevistador a uma investigação mais sucinta na mídia.”
A sexta e última questão da pesquisa aplicada para o estudo busca compreender a opinião e o ponto de vista dos entrevistados sobre a questão da influência do perfil virtual dos candidatos a uma vaga de emprego no processo de recrutamento das empresas.

Um comentário:

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