Discente: Raiane Martins Madureira
Matrícula: 21202321
EGC 5019-09304/10301- Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Um novo olhar sobre o ensino na era digital:
O
ensino no formato como estávamos acostumados antigamente, com aprendizado
baseado apenas em livros e aulas expositivas, está passando por mudanças, em
que ferramentas digitais, realidade
virtual
e ambientes tridimensionais estão substituindo gradualmente os modelos de
aprendizagem convencionais.
No
ensino de engenharia, essa revolução tem um impacto ainda mais significativo:
os estudantes precisam compreender conceitos complexos, muitas vezes abstratos,
que ganham vida ao serem representados em um ambiente virtual.
Sendo
assim, os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) surgem como uma alternativa,
proporcionando experiências imersivas, interativas e colaborativas. O aluno pode manipular objetos, observar
fenômenos físicos em tempo real e desenvolver competências práticas em um
ambiente digital seguro. Esse avanço torna o aprendizado mais envolvente e
eficaz, transformando o estudante em protagonista do próprio conhecimento.
Um novo
olhar sobre o ensino na era digital
Fonte: Elaborado pelo autor com auxílio de IA (2025)
Porque a visualização
é tão importante na engenharia:
Por
natureza, a engenharia exige capacidade de visualizar fenômenos que nem sempre
podem ser observados no mundo físico, como tensões internas, deformações,
campos de força ou o comportamento de materiais em diferentes cenários.
Estudos
na área da engenharia e das ciências cognitivas indicam que a visualização é um
dos recursos mais eficazes para a aprendizagem significativa. Estudos
desenvolvidos na Universidade Federal do Paraná indicam que a simulação
tridimensional auxilia os alunos a compreenderem melhor conceitos como
esforços, deformações e propriedades dos materiais.
Um
exemplo inspirador é o projeto Templo
do Saber,
criado pelos pesquisadores Sérgio Scheer e Renato Pompeu, que utilizou o VRML (Virtual Reality Modeling Language,
ou Linguagem para Modelagem da Realidade Virtual) (Crispen, 1998; Parisi e
Pesce, 1998). O VRML é utilizado para desenvolver ambientes completamente
navegáveis aplicados na disciplina de Resistência dos
Materiais.
Com ele, o estudante pode "caminhar" pelo ambiente, manipular
modelos, ativar simulações e observar fenômenos físicos que antes existiam
apenas nos livros.
Tela
principal do “Templo do saber”
Fonte:
Imagem retirada de Scheer & Pompeu (s/d), Ambientes Virtuais como Apoio
ao Ensino e à Aprendizagem em Engenharia.
Utilizando a Realidade
Virtual no ensino:
Um
dos exemplos mais interessantes de aplicação dessa tecnologia no Brasil é o
projeto da USP, no qual estudantes de engenharia utilizam a realidade virtual
para aprender conceitos de topografia e georreferenciamento.
No
vídeo, os alunos praticam em um ambiente virtual antes
de ir a campo, combinando segurança, economia e maior domínio técnico. Esse
tipo de prática mostra como a realidade virtual pode complementar — e
potencializar — as aulas práticas.
Benefícios dos
ambientes virtuais na educação:
A
utilização de AVAs proporciona uma série de vantagens importantes, como a
interatividade, que transforma o aprendizado em uma experiência motivadora.
Além disso, o estudante escolhe por onde começar, o que revisar e como explorar
o conteúdo.
Esses
benefícios não são apenas teóricos: diversos estudos indicam que as simulações
virtuais reduzem erros, aumentam a memorização e facilitam a compreensão
espacial.
Considerações finais:
A
incorporação de ambientes virtuais ao ensino de engenharia não representa
apenas uma modernização estética, mas uma mudança estrutural na construção do
conhecimento. As tecnologias imersivas levam o aluno a sair da posição passiva
e a desenvolver três atitudes fundamentais para a formação de qualquer
engenheiro: explorar, interpretar e experimentar. Ao visualizar fenômenos
complexos, repetir experimentos sem custos adicionais e simular situações
arriscadas ou inviáveis no mundo real, o estudante desenvolve uma compreensão
mais sólida e prática dos conteúdos.
No
entanto, essa transformação não se resume à presença de óculos de realidade
virtual ou modelos 3D sofisticados. Ela depende, sobretudo, de uma integração
consciente entre tecnologia e pedagogia. Os equipamentos, por si sós, não
garantem o aprendizado; o que determina os resultados é a forma como os
professores planejam as experiências, estimulam a curiosidade e orientam o uso
das ferramentas. Quando essa combinação acontece de forma equilibrada, o
impacto é visível: alunos mais engajados, maior autonomia e um ambiente de
estudo mais inclusivo.
O
mais importante é reconhecer que estamos diante de uma oportunidade única de
reinventar a educação. Os ambientes virtuais não substituem o professor, mas
ampliam suas possibilidades de criar experiências mais ricas e desafiadoras.
Referências:
ADAMS, L. Visualização e Realidade
Virtual. São Paulo: Makron Books, 1994.
FEIJÓ, B. Virtual
Environments for CAD Systems. Springer, 1998.
POMPEU, R. C. Um estudo sobre ambientes
virtuais de apoio ao ensino e à aprendizagem de resistência dos materiais.
Dissertação (Mestrado em Métodos Numéricos em Engenharia) – UFPR, 1999.
SCHEER, S.; POMPEU, R. C. Ambientes Virtuais como Apoio ao
Ensino e à Aprendizagem em Engenharia. Universidade
Federal do Paraná, 1998.
WINN, W. A
Conceptual Basis for Educational Applications of Virtual Reality. University of Washington, 1998.
PEREIRA, N. C.; GUANABARA, C. C.;
ZACHARIAS, F. M. A.; SILVA, H. A.; LIMA, J. R.; MELO, M. R.; JANUÁRIO, T. C. C.
M. Ambientes
virtuais de aprendizagem: vantagens cognitivas e limitações técnicas. Revista Educação e Linguagem
RedLi, v. 12, n. 1, 2025. DOI: 10.23900/redli.v12n1-007.
SILVA, C. M. M. Ambiente Virtual e Redes Sociais
para Aprendizagem.
2013. Dissertação (Mestrado) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
São Paulo.
Declaração de IA e
tecnologias assistidas por IA no processo de escrita:
Durante
a preparação deste trabalho, a autora utilizou ferramentas de IA, como ChatGPT
e Deepl, no processo de planejamento da escrita, desenvolvimento de imagens e
aperfeiçoamento do texto, para a melhoria da legibilidade. Após o uso destas
ferramentas, o texto foi revisado, editado e o conteúdo está em conformidade
com o método científico. A autora assume a total responsabilidade pelo conteúdo
da publicação.
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