quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Redes Sociais, Eleições e Democracia


As redes sociais certamente expandiram as possibilidades de acesso à informação, comunicação entre indivíduos e participação de grupos. Ferramenta fruto da revolução digital, popularizam-se na última década, tomando hoje grande parte do tempo diário do brasileiro médio. Nos últimos anos, essas também passaram a chamar atenção pelo potencial político que tem, visível e também oculto. Devemos nos preocupar quanto aos efeitos das redes sociais em nossas democracias? As redes estão destruindo ou ressuscitando a democracia?
Os seres humanos nunca tiveram tanta informação disponível como agora na era em que vivemos. Nunca tiveram, também, um potencial de comunicação tão rápido, conectando agentes ao redor do mundo em segundos. Vivemos em mundo novo, onde as fronteiras perdem força frente a uma comunidade virtual global em que os indivíduos têm força ativa e informação de fontes descentralizada. Essa crescente também impulsiona o questionamento dos poderes estabelecidos, seja da mídia tradicional como também das estruturas governamentais. Enquanto as redes fortalecem o indivíduo, boa parte dos sistemas vigentes ainda parecem não compreender direito como se reinventar. A nova era necessita de capacidade de transformação, focando-se no desenvolvimento de mecanismos capazes de incluir o mundo digital nas instâncias democráticas.
Reinventar a democracia passa pela capacidade de se viver em sociedade numa sociedade conectada, prezando por princípios minimamente éticos, como o combate a mentira, a falsidade. As chamadas fake news, termo popularizado em meio à eleição dos EUA de 2016, são uma ameaça real, e por vezes difíceis de serem combatidas. Reinventar também passa pela capacidade de melhorar o nível de discussões em redes, buscando promover a solução de problemas reais. Isso deve ser foco conjunto de forças governamentais, sociedade civil e provedoras dessas ferramentas, providenciando educação para o uso das mesmas, ampliando o exercício da cidadania.
Temos visto muito da capacidade revolucionária das redes por meio de campanhas e mobilizações que uniram milhares de cidadãos. Seja em escancarar sérios problemas, equacionando uma coletividade rumo a um objetivo inicialmente individual, ou em movimentos como em “Junho de 2013” que levaram centenas de milhares de brasileiros às ruas, as redes sociais vêm se provando elemento crucial dos dias de hoje. Esse é o potencial político visível das redes.
Há, porém, um potencial político oculto, que se tornou público mais recentemente. Empresas como a Cambridge Analytica, pioneira e evidenciada por participação na eleição de Donald Trump usou dados de usuários na condução do período de campanha, favorecendo o então candidato. Em outras eleições ao redor do mundo, inclusive no Brasil, iniciativas parecidas ou outras com meios de atuação diferentes – como por meio de bots influenciadores - estão cada vez mais presentes. Uma regulamentação rígida quanto ao uso dessas ferramentas “invisíveis” é extremamente necessária.
As democracias possuem mecanismos de correção e reinvenção, mas também são frágeis. Na história mundial, por vezes a democracia sucumbiu a outras formas que governo, onde se viu diminuição das liberdades e crescente autoritarismo. Por outro lado, podemos ver ainda iniciativas como consultas públicas e mesmo votações influentes já sendo feitas em certos lugares, em um vislumbre de uma democracia mais direta. Em suma, o potencial das redes depende de nós, do que queremos como sociedade e como estamos trabalhando para atingir esse objetivo. A preocupação quanto a elas deve ser constante, mas maior deve ser a nossa vontade de construir uma comunidade mais integrada, respeitosa, propositiva e transformadora.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

VIDA SEDENTÁRIA NO YOUTUBE? JAMAIS.



HEITOR WERLICH (16104543)
VIDA SEDENTÁRIA NO YOUTUBE? JAMAIS.

Cada vez mais as pessoas têm se preocupado com práticas de esportes, ter uma alimentação balanceada, bem estar, sua saúde em geral. Esse assunto tem se tornado viral na internet. Diversos sites tem se especializado em auxiliar as pessoas interessadas a exercer corretamente esse objetivo. Uma dessas ferramentas é o youtube, onde vários canais se especializaram em fazer vídeos ajudando a criar desde a tabela nutricional do “paciente”, até as formas de se exercitar na academia, por exemplo. Desses canais, a alguns que se destacam, e até vivem e se sustentam dessa produção de videos. No decorrer do post, abordarei sobre alguns deles, cada um com seu respectivo foco.

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1. FÁBRICA DE MONSTROS
O canal do YouTube Fábrica de Monstros é comandado por Léo Stronda, como é conhecido. O canal tem como objetivo mostrar a rotina de treino e alimentação do “body builder”. De acordo com a produtora do canal, todo o conteúdo veiculado pelo Fábrica de Monstros no YouTube passa por supervisão de nutricionistas e médicos. No canal você encontra, além de dicas de treinamento, diversas receitas fitness. Uma das mais famosas é a panqueca de Whey com frango e batata doce.
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2. MÃE NUTRICIONISTA
Quem assiste a algum vídeo do  Mãe Nutricionista, e vê a Bárbara, mais conhecida como Babi, tem grandes chances de se encantar. Criado pela Tati, profissional da área de nutrição e mãe de primeira viagem, para apresentar a rotina alimentar de sua filha de cinco anos e incentivar hábitos saudáveis em crianças, sem alimentos industrializados e prejudiciais à saúde. O canal é uma excelente referência, tanto para grávidas e mães que desejam se aconselhar, com dicas de como montar uma lancheira saudável, quanto para nutricionistas que desejam se inspirar na abordagem de nutrição na infância.
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2. PRESUNTO VEGETARIANO
Pioneiro entre os canais de receitas vegetarianas no Brasil e mantido pelo casal Paula e Ricardo, o Presunto Vegetariano busca apresentar, de forma prática e versátil, diversas opções para vegetarianos e veganos se alimentarem com qualidade. Além de opções naturais e mais leves, repletas de legumes, verduras e frutas, também trazem às vezes opções para quem deseja satisfazer a vontade de junk food, seguindo as restrições alimentares.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

As mídias sociais e o Marketing de Influência



A internet surgiu no início dos anos 90, e mudou muito de lá para cá. Com essas mudanças significativas, saímos da web da leitura para a web da participação, ou seja, a web tornou a interação e o relacionamento entre as pessoas muito mais fácil e prático. 
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Neste contexto, profissionais de marketing passaram a repensar suas estratégias para este público. Como hoje a maioria das pessoas passa o seu tempo online, o foco de boa parte das iniciativas de marketing mudou do offline para o online, com ações em marketing mobile, marketing de busca, marketing em mídias sociais e marketing de relacionamento. Estas ações podem trabalhar públicos mais segmentados, tornando os resultados mais efetivos.
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A participação, o compartilhamento e a produção de conteúdo nas mídias sociais tornaram-se frequentes na rotina das pessoas. O consumidor deixa de ser apenas um receptor de informação e passa a também produzir material. Isso acontece principalmente na vida dos millenials, uma geração classificada como as pessoas que nasceram entre 1984 e 1996 e tiveram a sua base de comunicação nas mídias sociais, esta geração cresceu em um período de estabilidade econômica e grande avanço tecnológico, sendo mais conectada e digitalizada.


As mídias sociais são consideradas plataformas onde indivíduos podem conectar-se com amigos e demais usuários. No Brasil, as mídias mais utilizadas são WhatsApp, Facebook, Instagram, Facebook Messenger, Twitter, Skype, Snapchat, Pinterest, Telegram e Tumblr, segundo o IBOPE de 2017. Nestes ambientes são criadas as chamadas comunidades online, apresentadas através de conexões, criação, troca e compartilhamento de conteúdo sobre os mais variados temas.

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Os avanços da tecnologia proporcionam a cada dia mais instantaneidade na comunicação. Todos podem se comunicar a qualquer hora, a qualquer distância, com um número ilimitado de pessoas. Assim, fica definido que as redes sociais são os “nós” de relacionamentos existentes entre as pessoas, dentro ou fora da rede, e mídias sociais são os espaços que surgiram como canais para que estes relacionamentos acontecessem na internet. O compartilhamento de mensagens pode agora ser feito por meio de textos, imagens e vídeos.


Logo, o millenial pode adquirir produtos ou serviços pelo fato de se inspirar em alguém e querer algo que o ídolo usa ou também por influência de alguém ter feito propaganda do produto através destas imagens e/ou vídeos, uma vez que informação sobre as experiências de consumo passa a servir de base para a decisão de compra de outros millenials.

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Com o surgimento do marketing de influência, o comportamento do consumidor na decisão de compra se transforma. Antes, a tomada de decisão de compra do consumidor acontecia da seguinte maneira: ao reconhecer a necessidade de um item, ele buscava informações para avaliar qual é a melhor opção, comprava o produto e usufruia dele. Agora, o momento da compra não é mais o fim, mas o começo de um ciclo já que, após testar o produto, formar uma opinião e postá-la nas mídias sociais, esta será considerada por outros internautas que buscarem pelo item. A informação sobre as experiências de consumo passa a servir de base para a decisão de compra de outros millenials.

As celebridades com um poder de influência já existiam antes das mídias sociais, mas uma explosão no número de pessoas que podem receber este rótulo cresceu consideravelmente a partir do momento em que tornar-se uma celebridade ficou aparentemente um processo mais fácil, denominados os digital influencers

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Ainda assim, estes influenciadores digitais acabam tendo um contato direto com os millenials, chamando atenção de marcas para a divulgação de produtos e serviços. Principalmente porque os conteúdos produzidos podem ser disseminados para seus amigos por meio de compartilhamento espontâneo através dessas mídias sociais. Este contato gera a confiança dos millenials, pois muitas vezes as postagens não advêm de interesses financeiros por parte de quem publica e acontecem de forma completamente espontânea.

O marketing de influência online, portanto, ocorre na interação entre usuários nas mídias sociais. Estes canais são hoje os principais vínculos entre a empresa e seus consumidor.






Referências:


Toda Matéria. A história da Internet. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/historia-da-internet/>.

Marketing de Conteúdo. Os 81 tipos de Marketing principais. Disponível em: <https://marketingdeconteudo.com/tipos-de-marketing/>.

Wikipédia. Geração Y. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Geração_Y>.

Administradores. O processo de decisão de compra. Disponível em <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/o-processo-de-decisao-de-compra/110312/>.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Felicidade nas Redes Sociais


Pode-se observar que cada vez mais as pessoas gastam seu tempo nas redes sociais, seja mostrando a sua vida, ou parte dela, ou observando a vida de outras pessoas. Essa realidade há tempos vem sendo cenário de críticas, pois não se sabe se as redes sociais trazem uma contribuição para a vida do indivíduo ou se comporta-se como uma droga que a torna dependente da aprovação social para se sentir feliz consigo mesma.
Para o teórico Bruno Lopes (2013) a felicidade nos dias de hoje se torna uma obrigação. O mundo contemporâneo “vende” para as pessoas o prazer, que sem dúvida é a essência básica da felicidade. Muitas vezes as pessoas que experimentam o prazer, através de algum objeto no qual investiram, nem sempre são felizes, podem sentir um bem-estar momentâneo, o fazem somente para estarem inscritos socialmente.
Para Freud a felicidade é vendida no sentido de cobrir uma falta, uma falta que é constante e que, portanto, nunca será alcançada em sua plenitude. As pessoas buscam satisfazer o tempo todo um vazio E o próprio sistema capitalista contribui para isso. Faz com que nós busquemos a felicidade em compras, viagens, emprego de sucesso, ter um currículo invejável.
Um estudo divulgado em 2017 pela Universidade de Michigan apontou uma ligação entre o uso excessivo das redes sociais e a infelicidade. Dados coletados assinalam que as emoções ligadas à infelicidade aumentaram proporcionalmente ao tempo de exposição às postagens de gente aparentemente feliz.Para desenvolver o material, os pesquisadores enviavam cinco mensagens diárias, durante duas semanas a cada voluntário de um grupo de 82 pessoas dentre jovens e adultos. Os links mostravam a quantidade de vezes que cada um dos usuários visitava a rede social e quais eram seus níveis de preocupação, solidão e satisfação geral com a vida.
Isso pode ser decorrente da falsa realidade mostrada na internet, geralmente os usuários mostram somente as partes boas da sua vida, aquele que vê instantaneamente compara com a sua realidade atual e se sente infeliz.
Segundo alguns psicólogos as redes sociais atuam como mecanismos de defesa para muitas de nossas carências, de nossas necessidades, essas das quais, muitas vezes, não temos consciência e que nós projetamos nesses espaços que vão muito além de uma simples interação social.
“Temos a tendência de nos reconhecermos por meio do reconhecimento do outro e é por isso que as redes sociais fazem tanto sucesso. Quantos mais likes, seguidores e comentários eu tenho, mais importante, poderoso e único eu me sinto. Além disso, o mundo virtual nos dá a possibilidade de construir a nossa imagem, seja ela real ou não. Então, se a minha autoestima não é tão boa e eu não gosto do que vejo quando olho para mim mesmo, então eu posso construir, nas redes sociais, uma vida só de experiências boas para me convencer do contrário”
explica a psicóloga Milena Lhano, que atende pelo Zenklub.
Um estudo realizado pela Royal Society for Public Health (Sociedade Real para a Saúde Pública, do Reino Unido), chamado “#StatusofMind”, revelou o quão grande e tóxico pode ser o impacto do conteúdo de redes como o Instagram, Facebook, Snapchat e Twitter no bem-estar e no dia-a-dia das pessoas. A pesquisa foi realizada com 1.500 pessoas entre 16 e 24 anos. Foram feitas perguntas sobre assuntos como ansiedade, depressão, perda de identidade pessoal e problemas com a imagem do próprio corpo. O resultado foi que 5% dos entrevistados sofrem do que pode ser chamado de “dependência de mídias digitais”.
Algumas outras descobertas: 1 em em cada 6 jovens sofrerá de algum transtorno de ansiedade em algum momento de suas vidas. A imagem corporal também sofre um impacto tóxico para as pessoas que usam as redes, principalmente mulheres jovens. Isso porque as imagens e vídeos publicados 24 horas por dia levam a comparações – e desejos – de uma certa aparência padrão.
O vídeo abaixo mostra esse cenário:


Referências:
A FELICIDADE se torna uma obrigação nas redes sociais. Disponível em: <https://amenteemaravilhosa.com.br/felicidade-obrigacao-redes-sociais/>. Acesso em: 06 nov. 2018.
MAGALHÃES, Dominique. Redes Sociais e a felicidade. Disponível em: <https://canaltech.com.br/comportamento/Redes-Sociais-e-a-felicidade/>. Acesso em: 06 nov. 2018.
ESTAVAM tão felizes que não postavam nas redes sociais. Disponível em: <https://www.contioutra.com/estavam-tao-felizes-que-nao-postavam-nas-redes-sociais/>. Acesso em: 06 nov. 2018.
REDES sociais: Todo mundo é feliz o tempo inteiro?. Disponível em: <https://www.asomadetodosafetos.com/2018/02/redes-sociais-todo-mundo-e-feliz-o-tempo-inteiro.html>. Acesso em: 06 nov. 2018.
FELICIDADE nas redes sociais. Disponível em: <http://www.euescolhiesperar.com/artigos/felicidade-nas-redes-sociais>. Acesso em: 06 nov. 2018.

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sábado, 10 de novembro de 2018

Liziani Marcia de Souza (11203118) Tecnologia ou Inovação Disruptiva

Inovação Disruptiva

Liziani Marcia de Souza
Disciplina Redes Sociais
Curso de Administração



TECNOLOGIA OU INOVAÇÃO DISRUPTIVA

            Oriundo de uma ruptura, o termo “tecnologia disruptiva” transforma o mercado, cujo o “monopólio” era dominante por uma marca, produto ou serviço e é desestabilizada por outra. Ou seja, provoca uma ruptura nos padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidas no mercado. Sua origem se deu em meados de 1990, por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, que em publicações de livros, começou a introduzir a evolução dos termos, que apresentou um artigo chamado “Disruptive Technologies: Catching the Wave”, posteriormente a expressão foi de “tecnologia disruptiva” a “inovação disruptiva”, tornando mais abrangente sua aplicação. Este termo foi popularizado no Vale do Silício (onde estão situadas várias empresas de alta tecnologia), por jovens empreendedores e foi apropriado pelas estratégias de marketing e publicidade. Na atual conjuntura é usado para promover produtos ou serviços considerados inovadores, pois é uma evolução exponencial que consiste numa maneira diferente com maior velocidade, tornando mais ágil o fazer algo que muitos precisam.
            Existem dois tipos de inovação, que são as sustentadoras e as disruptivas. A sustentadora resulta em produtos e serviços para mercados estabelecidos e consumidores exigentes, ou seja, melhorias, maior custo, mais tempo, baixo risco e retorno previsível. Já a disruptiva, atende a origem de novos mercados e modelos de negócios; soluções mais eficientes; novo conceito de qualidade; ruptura de antigo modelo de negócio e alteração das bases de competição existentes, ou seja, criação, menor custo, simplicidade, novos atributos valorizados, alto risco e retorno incerto.
            Os princípios da inovação disruptiva são: os recursos das empresas dependem dos clientes e investidores; os pequenos mercados não resolvem as necessidades de crescimento das grandes empresas; os mercados que não existem não podem ser analisados; o fornecimento da tecnologia não pode ser igual a procura de mercado. Suas características são: tecnologia simples; fácil; conveniente; transgressora; veloz; transversal, pois é uma tecnologia que ataca o mercado obsoleto; e de alto risco, pois está relacionada com a mudança.
            Seus tipos são: low-end, tecnologia de baixo custo com foco nos consumidores de menor atratividade; e new-market, que busca por novos consumidores e cria novos valores e atributos. As vantagens se caracterizam na origem de novos mercados e modelos de negócio; soluções mais eficientes; ruptura de antigo modelo de negócio e alteração das bases de competição existentes.
            Mas onde encontramos essa inovação tecnológica? Inseridos num contexto de inovação, essas tecnologias são mais simples, baratas e acessíveis do que as opções no mercado, estabelecendo uma nova forma de relação entre o produto ou serviço inovador e o público consumidor. Assim podemos dizer que, os primeiros automóveis foram os precursores dessa evolução, pois o mercado de transportes era baseado em tração animal, em 1908, com a transformação do mercado e a produção em massa, Henry Ford chega com Ford Model T, atualmente temos outro exemplo da mesma empresa, como o Ford Fusion, que tem tecnologia no carro; versus o Ford Fusion Hybrid, que tem o carro na tecnologia. Outros exemplos: livro impresso, e-book; enciclopédia, wikipedia; vídeo locadora, netflix; telefone fixo, celular.
            Atualmente podemos dizer que os mais conhecidos são: Uber, Apple, Netflix e Google, que transformaram a maneira de se locomover, de ouvir música, de assistir filmes e de buscar informações e de se conectar com as novidades tecnológicas e pessoas pela internet. Ao criar um novo mercado, pode haver a desestabilização dos concorrentes que antes o dominavam. Um caso de serviços são os táxis, que hoje tem forte concorrência do Uber, pois agora dominam o mercado com sua praticidade, rapidez e evolução tecnológica, pois com um celular conectado em mãos, através de alguns toques na tela, você tem um serviço de qualidade, mais barato que o tradicional com tratamento especializado com carro que carregam seu celular, com wi-fi gratuito, ar condicionado, carros novos e limpos com oferecimento de alguma guloseima ou bebidas, tornando a mobilidade mais atraente.
            Outro exemplo mencionado é o da Netflix, que quebrou a Blockbuster (a maior locadora de filmes e games no mundo). A Apple vem com sua linha de produtos eletrônicos com sistema operacional próprio, que mudou a forma de ouvir músicas e é concorrente forte para qualquer outras empresas multinacionais de tecnologia. Hoje a Netflix oferece serviços iniciais gratuitos de filmes, séries, documentário e ainda potencializa e adequa seus serviços para o tipo de qualidade de imagem que você deseja.
            Algum dia você já se imaginou sem enviar mensagens eletrônicas, sem um navegador de pesquisa para internet, algum serviço de docs, drive, agenda, fotos, telefones sem android? Esta é a Google, empresa ícone da evolução tecnológica, assim como a Microsoft e a Apple. Entretanto, possui apenas 20 anos, a mais nova das empresas que exploram nossas histórias em vários setores, seja o acadêmico, profissional, educacional, social ou de entretenimento.
            Nesse cenário inovador, também podemos falar sobre o setor imobiliário ou a rede hoteleira que oferecem serviços de hospedagem e que no decorrer dos anos, vem perdendo espaço para o AIRBNB, que oferece hospedagem em uma propriedade que não pertence à pessoa e conecta pessoas que tem casas, apartamentos com pessoas que tem essa demanda com preços atraentes, ambientes mais confortáveis para curtas ou longas hospedagens e opções maiores de localidades.
            Outras tecnologias já são realidades e vem com a promessa de haver grande salto tecnológico a ponto de quem não se atualizar, correrá o risco de ficar para trás num futuro próximo. Não é por acaso que Google, Apple, Microsoft, Amazon e Facebook são as companhias mais valiosas do mundo e são da área tecnológica. Nesse novo boom de fervor tecnológico, buscando um cenário mundial, podemos citar 7 tendências que já são realidades como: inteligência artificial, internet das coisas, analytics, segurança cibernética, realidade virtual e realidade aumentada, blockchain e drones.
            Conectar objetos como geladeiras, tv, máquina de lava dentro do ambiente que se vive, e usar o comando de voz para operar esses objetos, são resultados desenvolvidos por softwares e robôs virtuais que podem ser equipados com uma inteligência artificial para desempenhar funções sem apertar botões. Nas empresas já podemos conversar com os chatbots, robôs virtuais, que orientam o consumidor em suas dúvidas.
            A tecnologia que conecta todas as coisas à internet como carros, geladeiras, tvs, roupas pode ter uma aplicação em larga escala, rumo ao surgimento de cidades inteligentes. Uma iniciativa da Amazon Go, foi inaugurar uma loja sem funcionários e sem filas, cujas câmeras, sensores e códigos QR entende o que os clientes retiram ou colocam nas prateleiras, e realiza a  cobrança automaticamente direto no cartão de crédito.
            Com excesso de informação, a análise de dados fornece as empresas a oportunidade de cortar custos, melhorar a confiabilidade de seus sistemas e reforçar a qualidade de produtos e serviços. A Analytics foi utilizadas em alguns países, por exemplo, coletando e cruzando dados históricos em diferentes em bancos de dados para prever crimes e indicar as localidades, com esse apoio tecnológico, ajudou a reduzir o índice de criminalidade.
            Numa análise de pequenas a grandes empresas, geralmente ela possuem alguma vulnerabilidade on line, neste caso a segurança cibernética está em destaque, sendo usada como recurso de proteção contra hackers.
            O diferencial entre realidade aumentada e a virtual é que essa última oferece uma experiência imersiva, recriando o cenário como se o usuário estivesse inserido no ambiente, normalmente com óculos especiais.
            Nos últimos anos, quem teve destaque foram os bitcoin, a moeda digital que é a tecnologia blockchain, que trata-se de um grande banco de dados compartilhado e que utiliza criptografia para se tornar um sistema seguro.
            E os drones quebraram o monopólio dos aviões e helicópteros dos céus, com promessas de entregar mercadorias em 30 minutos ou menos.

            A demanda social e mercadológica cria possibilidades na educação, para pessoas interessadas em adquiri competências que possam se reunir presencial ou virtualmente. No setor educacional também possui a disruptura em seis pontos, que são o poder, o invisível, tempo e espaço, informação, conhecimento e perguntas. Analisando a sequência dos itens o poder passa do sistema autoritário para o democrático; o invisível, busca formas automáticas invisíveis, presentes fora da escola; o tempo e espaço podem mudar a disposição espacial em tempo-espaço flexível como as artes no cotidiano escolar proporcionam; a informação deve ser aberta, cultivar uma sala de aula com cultura visual e entretenimento; o conhecimento deve evoluir para um sistema de produção e de metodologia de projetos no intuito de ampliar o sistema de reflexão; e as perguntas  estimulam os alunos a indagarem, discutirem, debaterem no sistema do processo educativo.
            Estas formas podem ser aplicadas em Ensino a Distância, cursos técnicos on line, aulas virtuais. Muito modelos de negócios diversos veem surgindo e no caso da educação, o ambiente educativo favorece a introdução de novos paradigmas no sistema educacional, estimulando a ampliação das novas tecnologias e metodologias inovadoras. Nesse momento de transição com uma ruptura com o modelo tradicional, as instituições terão que aprender a se adaptarem e compartilhar os conteúdos e integrar no uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs). Os profissionais serão os facilitadores e coaches de aprendizado e os estudantes, de forma colaborativa vão passar a “aprender a aprender” para desenvolver pensamento crítico e desenvolver competências essenciais para os novos desafios.
            O empoderamento da sociedade com as novas tecnologias digitais e seus aplicativos móveis estão cada vez mais em evidência. A internet das coisas nos mostra a evolução do automóvel sem motorista, smart, entre outros. Entretanto, o foco principal é preparar dirigentes, docentes, discentes, consumidores para uma mudança de paradigma no processo de ensino e aprendizagem, além de agregar valor na construção de conhecimento de empreendedores. Em suma, o ritmo do progresso tecnológico cria reais necessidades do mercado e as empresas, tem que estar atentas às tendências e antecipação de novos cenários; tem que ter capacidade para impulsionar uma mudança disruptiva e observar o ponto de saturação do mercado e obter soluções inovadoras.

BOTANA, Flávio. Tecnologia gráfica: http://www.revistatecnologiagrafica.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1242:o-que-sao-tecnologias-disruptivas-e-como-estao-afetando-o-setor-grafico&catid=81:gestao. 2010. Disponível em: <http://www.revistatecnologiagrafica.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1242:o-que-sao-tecnologias-disruptivas-e-como-estao-afetando-o-setor-grafico&catid=81:gestao>. Acesso em: 30 abr. 2018.

VALE. Qual o significado de inovação disruptiva? 2017. Disponível em: <http://www.vale.com/brasil/pt/aboutvale/news/paginas/qual-o-significado-de-inovacao-disruptiva.aspx>. Acesso em: 29 abr. 2018.


CAMARGO, Maria Emilia et al. A INOVAÇÃO DISRUPTIVA EM SETORES E EMPRESAS NO BRASIL. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. 2014, Aracaju. Proceeding of ISTI/SIMTEC. Aracaju: Simtec, 2014. p. 373 - 383.

CÂNDIDO, Ana Clara. Inovação Disruptiva: Reflexões sobre as suas características e implicações no mercado. 2011. Portugal, Monte de Caparica. Disponível em: <https://run.unl.pt/bitstream/10362/6912/1/WPSeries_05_2011ACC%25C3%25A2ndido-1.pdf >. Acesso em: 28 abr. 2018.

           




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Crowdsourcing - compartilhando idéias

Aluna: Elizabeth Gregório Salgado

    Você conhece o termo Crowdsourcing?

Resultado de imagem para Crowdsourcing  Crowdsourcing é uma maneira de obter infomações através de uma rede com um grande grupo de usuários para a resolução de um problema ou de uma tarefa. Este termo foi criado em 2005 por Jeff Howe e Mark Robinson (Wikipédia 1), após a analise da utilização da internet por empresas a fim de encontrar soluções de questões internas. O uso popular da Internet tornou a comunicação e a coordenação extremamente baratas: tarefas que seriam impossíveis de comunicar e coordenar,tornaram-se extremamente fáceis e de fácil acesso.

Resultado de imagem para #vemprarua   O crowdsourcing pode agregar valor significativo a um produto ou serviço e também pode gerar conexões valiosas entre as pessoas e a empresa. Mas não são só as empresas que se beneficiam com a prática do Crowdsoucing. A população tem utilizado desta prática para se organizar com o intuito de protestar contra problemas sociais como  condições de segurança pública, de saúde, entre outros, presentes em nosso cotidiano. Para ilustrar esta ação. podemos citar o movimento “Vem pra rua”, que reuniu milhares de pessoas com um mesmo propósito, sem que houvesse a necessidade de envolvimento de uma organização ou de ser liderado por uma pessoa ou entidade para criar força, conforme artigo “As jornadas de junho de 2013: O #vemprarua no Brasil”.


Resultado de imagem para Crowdsourcing   Crowdsourcing é a prática de envolver uma "multidão" ou grupo para um objetivo comum - geralmente inovação, solução de problemas ou eficiência. O crowdsourcing  pode ocorrer em muitos níveis diferentes e em vários setores. Graças à nossa crescente conectividade, agora é mais fácil do que nunca para os indivíduos contribuírem coletivamente - seja com idéias, tempo, experiência ou fundos - para um projeto ou causa. Essa mobilização coletiva é crowdsourcing.
Esse fenômeno pode fornecer às organizações acesso a novas ideias e soluções, envolvimento mais profundo do consumidor, oportunidades de cocriação, otimização de tarefas e redução de custos. A Internet e as mídias sociais aproximaram as organizações de seus stakeholders, lançando as bases para novas maneiras de colaborar e criar valor juntos como nunca antes.

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  Um dos maiores exemplos de crowdsourcing é a Wikipédia. A Wikipédia é uma referência quando se trata de enciclopédia online. O site foi criado inteiramente por meio da colaboração dos internautas. A atualização, manutenção e correção das informações contidas no site é feita pelos próprios usuários.


Resultado de imagem para ideia crowdsourcing  Uma prática comum pelas empresas atualmente é a utilização de campanhas colaborativas para criação de novos produtos. A Coca-Cola, por exemplo, é mas das empresas que mais utiliza o crowdsourcing como estratégia de marketing, é comum o lançamento de concursos de vídeos, slogans e até design para novas embalagens. Geralmente, essas campanhas oferecem prêmios para os vencedores, a premiação pode normalmente é feita em forma de dinheiro, viagens e outras alternativas criativas relacionadas com a empresa. A Azul e a Netflix, lançaram em 2008 e 2012 respectivamente, desafios para o público em geral, porém, ao final, ambas não escolheram a proposta vencedor para representar a marca.

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  O crowdsourcing atinge todas as interações sociais e comerciais. Está mudando a forma como trabalhamos, contratamos, pesquisamos, produzimos e comercializamos. Os governos estão aplicando o crowdsourcing para capacitar os cidadãos e dar uma voz maior às pessoas. Em ciência e saúde, o crowdsourcing pode democratizar a resolução de problemas e acelerar a inovação. Com a educação, ela tem o potencial de revolucionar o sistema, assim como o crowdfunding está atualmente desafiando os processos bancários e de investimento tradicionais.

    Para finalizar, segue abaixo exemplos de plataformas utilizadas atualmente nesta proposta de colaboração coletiva:

·    Creative Commons: site que busca arquivos licenciados para compartilhamento de conteúdo jornalístico, fotos e vídeos de forma gratuita;

·    Crowdtest: dá a oportunidade para que os cadastrados testem seu aplicativo, antes de lançá-lo ao mercado;

·   Kaxola: plataforma de crowdsourcing que ajuda na divulgação de ideias e projetos, sendo uma ótima fonte para empreendedores pesquisarem por inovação;

·    OpenIDEO: comunidade para solução de problemas empresariais ou geração de insights (em inglês);

·       UTest: comunidade online para testes de softwares (em inglês);


·  WeDoLogos: empresas podem contratar designers freelancers para a criação de sua identidade visual e demais projetos na área.

REFERÊNCIAS :

DESCONHECIDO. Crowdsourcing. 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing>. Acesso em: 08 nov. 2018.

ENDEAVOR. Mil cabeças pensam melhor que uma: saiba tudo sobre crowdsourcing. 2018. Disponível em: <https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/crowdsourcing/>. Acesso em: 08 nov. 2018.

TEAM, Content. Crowdsourcing: O que é e como utilizar a favor da empresa? 2017. Disponível em: <https://blog.ambracollege.com/crowdsourcing-utilize-a-favor-da-empresa/>. Acesso em: 08 nov. 2018.

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