segunda-feira, 18 de maio de 2026

O que aparece no seu feed não é por acaso

Por Eduardo Ristow Wodzinsky
Disciplina: EGC5020 Redes Sociais e Virtuais

Você já abriu o Instagram ou o TikTok só para dar uma olhada rápida e quando percebeu, já tinha passado quase uma hora ali dentro? Isso não é coincidência, o que aparece no seu feed não é aleatório e nem uma sequência de posts de quem você segue. Existe um sistema por trás disso tudo que aprende com o seu comportamento e decide a cada segundo o que você vai ver, esse sistema é o algoritmo.

Imagem gerada por inteligência artificial a partir de prompt elaborado pelo autor.

De forma simples, um algoritmo funciona como uma espécie de receita usada pelas redes sociais para organizar o conteúdo, ele observa tudo o que você faz dentro da plataforma, quais vídeos você assiste até o final, quais você pula, o que você curte, comenta ou compartilha. Assim, ele começa a montar um perfil do seu comportamento, é como se a rede social estivesse tentando te entender melhor do que você mesmo, antecipando aquilo que pode chamar sua atenção.

Na prática, isso mostra que cada pessoa tem um feed completamente diferente, mesmo usando o mesmo aplicativo, enquanto um usuário recebe vídeos de humor, o outro pode ver conteúdos sobre estudo, investimentos ou esportes. Essa personalização faz com que o consumo do conteúdo pareça mais interessante e relevante, o que aumenta o tempo que as pessoas passam usando o aplicativo. Quanto mais tempo você fica, mais o algoritmo aprende sobre você, equanto mais ele aprende, mais certeiro ele fica nas recomendações.

Esse funcionamento traz alguns pontos importantes, uma delas é a chamada bolha de conteúdo, como o algoritmo tende a mostrar apenas aquilo que você já demonstrou interesse, você acaba consumindo sempre ideias parecidas. Isso pode limitar o contato com opiniões diferentes e reforçar visões já existentes. Em alguns casos isso contribui para a polarização, já que o indivíduo passa a ver apenas um lado da história.

Imagem gerada por inteligência artificial a partir de prompt elaborado pelo autor.

Outro ponto relevante é o tempo excessivo nas redes sociais, como o conteúdo é selecionado para prender sua atenção, é fácil perder a noção do tempo. Pequenos vídeos ou recomendações contínuas criam um ambiente pensado para manter o usuário engajado. Não é por acaso que muitas pessoas sintam dificuldade em parar de rolar o feed, isso acontece porque o algoritmo aprende exatamente o tipo de conteúdo que mais prende você, criando um ciclo difícil de interromper.

Além disso, os algoritmos também influenciam o que consumimos, pensamos e até compramos. Produtos, ideias e tendências podem ganhar destaque não necessariamente por sua qualidade, mas porque geram mais engajamento. Isso afeta diretamente o comportamento das pessoas, desde pequenas decisões do dia a dia até opiniões mais complexas. Assim, as redes sociais deixam de ser apenas espaços de interação e passam a atuar como grandes filtros de informação.

Outro aspecto importante é a questão da transparência, maioria das plataformas não explica claramente como seus algoritmos funcionam, o usuário, não sabe por que determinado conteúdo apareceu ou por que outros desapareceram do seu feed. Isso torna o processo invisível e dificulta a percepção de que existe uma curadoria acontecendo o tempo todo, é como se alguém estivesse escolhendo o que você vê, mas sem que você perceba essa escolha.    

Imagem gerada por inteligência artificial a partir de prompt elaborado pelo autor.   

            Por fim, a grande questão é até que ponto escolhemos o que vemos? Embora pareça que temos controle sobre o conteúdo consumido, muitas decisões já estão sendo feitas antes mesmo de abrirmos o aplicativo. Entender como os algoritmos funcionam é um passo importante para usar as redes sociais de forma mais consciente, evitando cair em padrões automáticos sem perceber e buscando, sempre que possível, diversificar as fontes de informação 

            D
urante a preparação deste artigo, foi utilizada a ferramenta de inteligência artificial generativa ChatGPT para apoio na criação de imagem ilustrativa, organização de ideias e melhoria da legibilidade do texto. Após o uso da ferramenta, o conteúdo foi revisado e editado pelo autor, que assume total responsabilidade pelo conteúdo publicado.

REFERÊNCIAS

BBC NEWS BRASIL. Como funcionam os algoritmos das redes sociais. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54550933. Acesso em: 14 maio 2026.

G1. Entenda como funcionam os algoritmos das redes sociais. Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2023/05/10/como-funcionam-algoritmos-redes-sociais.ghtml. Acesso em: 14 maio 2026.


Como as Redes Sociais Estão Sabotando a Saúde Do Seu Sono

Por David Abrantes Gusmão

Você já prometeu a si mesmo que iria rolar o feed por apenas mais cinco minutinhos antes de dormir e, quando se deu conta, haviam se passado horas?

Em uma era hiperconectada, o ato de levar o smartphone para a cama tornou-se um ritual. No entanto, o que parece ser apenas um hábito inofensivo, pode estar, na verdade, travando uma batalha invisível contra a nossa evolução.

Pesquisas globais sobre o sono alertam para uma crise de saúde pública: estamos dormindo menos e pior. Mas o impacto das redes no nosso descanso vai além do tempo perdido. Ela interage com nossos neurotransmissores, confundindo nosso relógio biológico e chega até a alterar a forma como nossos genes se expressam, num campo conhecido como epigenética.


1 O PAPEL DA DOPAMINA


Plataformas modernas não são apenas murais de fotos, são engenhosamente desenhadas a partir de princípios da nossa psicologia, despertando gatilhos no nosso sistema de recompensa.

A dopamina, muitas vezes (de forma simplista) chamada de hormônio do prazer, na verdade é um neurotransmissor da busca e antecipação. Dessa forma, o algoritmo das redes fornece recompensas variáveis, como um caça-níquel, onde você nunca sabe se o próximo vídeo será incrivelmente engraçado ou sem graça. Essa incerteza mantém o cérebro em constante busca, um estado totalmente inverso ao relaxamento necessário para a transição para o sono. Em vez de desacelerar, o cérebro está acelerado, processando uma enxurrada de estímulos.


Figura 1 - Um gato laranja busca mais dopamina em seu smartphone antes de dormir, sobre lençóis de cetim e cobertores. O dispositivo, com sua luz azul e fluxo incessante de conteúdo, simboliza a luta noturna contra os nossos ritmos biológicos, descrita no texto. Fonte: Google Imagens.


2 LUZ AZUL E BIOQUÍMICA DO SONO


Nossos corpos evoluíram em um planeta com um ciclo claro e escuro, chamado ciclo circadiano, regulado por uma pequena região do cérebro chamada núcleo supraquiasmático. Após o pôr do sol, nosso corpo entende que é hora de iniciar a cascata química do sono.

O principal hormônio dessa cascata é a melatonina, produzida na glândula pineal a partir da serotonina. 


Figura 2 - O caminho neural do ciclo circadiano. A ilustração detalha a comunicação entre os olhos e o cérebro, mostrando como o estímulo luminoso inibe o trabalho da Glândula Pineal na produção do hormônio do sono. Fonte: The inner clock—Blue light sets the human rhythm. https://doi.org/10.1002/jbio.201900102.


O problema é que as telas dos nossos dispositivos emitem uma grande quantidade de luz azul. Essa frequência de luz específica atinge fotorreceptores nos nossos olhos (células ganglionares da retina) e envia uma mensagem direta ao cérebro: "Ainda é meio-dia, parem a produção de melatonina".

Dessa forma, sem a conversão adequada da serotonina em melatonina devido à exposição luminosa artificial, o corpo permanece bioquimicamente desperto, resultando em insônia, sono fragmentado e dificuldade de atingir as fases mais profundas e restauradoras do descanso, como o sono REM. 



3 EPIGENÉTICA


A partir de agora a ciência se torna mais profunda. A maioria das pessoas entende que não dormir faz mal, mas poucas compreendem que a privação crônica de sono induzida pelas redes sociais pode alterar o funcionamento do nosso DNA.

A genética seria o manual de instruções com o qual nascemos, já a epigenética determina quais páginas desse manual serão lidas, dependendo de qual estímulo ambiental temos ao decorrer da vida.

O nosso estilo de vida, incluindo o que comemos, nossos níveis de estresse e, criticamente, nosso padrão de sono, age como um estímulo ambiental, alterando a forma como certos genes serão expressos, através de mecanismos como a metilação do DNA.

Estudos recentes na área de cronobiologia epigenética têm demonstrado que a privação de sono pode alterar os marcadores epigenéticos em tecidos periféricos e no sistema nervoso em questão de dias. Quando trocamos o sono pelo scroll noturno, provocamos uma resposta de estresse no organismo. Com o tempo, essas alterações epigenéticas podem silenciar genes responsáveis por respostas imunológicas e ativar genes ligados à inflamação sistêmica.

Dessa forma, o mau hábito contínuo nas redes sociais sinaliza para as suas células que o seu corpo está sob constante ameaça ambiental. Essa mudança de expressão gênica a longo prazo está associada a um risco maior de desenvolver distúrbios metabólicos, declínio cognitivo e até mesmo ansiedade crônica. O ambiente digital se traduz, literalmente, em mudanças biológicas físicas. 


4 REGULANDO A NOITE


A solução não exige, necessariamente, que abandonemos a internet e voltemos a viver em cavernas iluminadas por tochas. A palavra-chave é higiene do sono e moderação consciente.

Especialistas da Fundação Nacional do Sono recomendam estabelecer um "toque de recolher digital" cerca de uma a duas horas antes de deitar. Substituir o tempo de tela por atividades de baixa estimulação, como a leitura de um livro físico, alongamentos leves ou ouvir música relaxante, permite que os níveis de dopamina se estabilizem e que a conversão de serotonina em melatonina ocorra de forma ininterrupta, garantindo que nossos ritmos biológicos e marcas epigenéticas permaneçam saudáveis.


Declaração de Uso de Inteligência Artificial

Em conformidade com as diretrizes de transparência e originalidade, declaro que a revisão gramatical e curadoria de conexões interdisciplinares (Biologia, Epigenética e Psicologia Comportamental) deste texto foram apoiadas pelo modelo de Inteligência Artificial generativa Gemini. O conteúdo final, o delineamento argumentativo e a responsabilidade pelas informações biológicas aqui consolidadas são de autoria humana, tendo a IA atuado como ferramenta auxiliar na formatação do gênero jornalístico e no enquadramento didático para o público leigo.

Referências Bibliográficas


BORBÉLY, A. A. et al. The two-process model of sleep regulation: a reappraisal. Journal of Sleep Research, [s. l.], v. 25, n. 2, p. 131-143, 2016. DOI: 10.1111/jsr.12371. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jsr.12371. Acesso em: 15 maio 2026.


EYECARE HEALTH. Como a luz do celular afeta o sono? Entenda!. Blog Eyecare Health, 13 nov. 2025. Disponível em: https://blog.eyecarehealth.com.br/como-a-luz-do-celular-afeta-o-sono-entenda/. Acesso em: 15 maio 2026.


SLEEP FOUNDATION. Sleep Hygiene: what it is, why it matters, and how to revamp your habits to get better nightly sleep. Sleep Foundation, [s. l.], 2024. Disponível em: https://www.sleepfoundation.org/sleep-hygiene. Acesso em: 15 maio 2026.


WAHL, S. et al. The inner clock—Blue light sets the human rhythm. Journal of Biophotonics, [s. l.], v. 12, n. 12, e201900102, 2019. PMCID: PMC7065627. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7065627/. Acesso em: 15 maio 2026.


Impacto dos Reels na forma de consumir notícias

 

Aluna: Erica Rodrigues Batista

Matéria: EGC5020-09318/10316 (20261) - Redes Sociais e Virtuais

Nos últimos anos, os vídeos curtos passaram de simples entretenimento para uma das principais formas de consumo de informação na internet. Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube Shorts transformaram completamente a maneira como as pessoas acompanham acontecimentos do mundo, desde notícias sobre política e economia até tragédias, guerras, celebridades e acontecimentos cotidianos. Nesse cenário, os Reels ganharam destaque ao oferecer conteúdos rápidos, visuais e altamente personalizados por algoritmos, moldando o comportamento dos usuários e influenciando diretamente a forma como as notícias são consumidas.

O crescimento desse formato acompanha mudanças culturais e tecnológicas no ambiente digital. Segundo o artigo “O TikTok e o consumo de notícias na era da cultura visual”, de Caroline Silva Falcão Guedes, plataformas baseadas em vídeos curtos favorecem conteúdos rápidos, emocionais e visualmente impactantes, criando uma cultura marcada pela fragmentação da informação, pela busca de brevidade e pela viralização de conteúdos. Os Reels utilizam sistemas avançados de recomendação, através dos algoritmos, capazes de identificar interesses, emoções e padrões de comportamento dos usuários e a partir disso, o aplicativo passa a entregar conteúdos cada vez mais alinhados ao perfil da pessoa, mantendo-a conectada pelo maior tempo possível.

Esse novo modelo altera profundamente a experiência de consumir notícias. Diferentemente dos jornais tradicionais, que exigiam mais tempo de leitura e reflexão, os Reels entregam conteúdos resumidos em poucos segundos. Muitas vezes, um acontecimento complexo é reduzido a frases de efeito, cortes rápidos e músicas virais. Como consequência, o usuário passa a consumir dezenas de informações em poucos minutos, sem aprofundamento ou verificação das fontes. Esse consumismo de forma rápida possui um conceito conhecido no TikTok como snackable content, isto é, notícias como “lanches” informativos. (Guedes, 2022). Essa lógica favorece o imediatismo e reduz o tempo de atenção do usuário, que constantemente pula de um assunto para outro. O impacto disso vai além do jornalismo: influencia também a memória, a concentração e a percepção da realidade.

Essa dinâmica também pode contribuir para a disseminação de fake news e desinformação. Como o objetivo das plataformas é maximizar retenção e compartilhamentos, conteúdos polêmicos, chocantes ou emocionalmente fortes tendem a ter mais alcance, independentemente de serem verdadeiros. Muitas vezes, notícias falsas circulam mais rapidamente do que conteúdos verificados, especialmente quando apresentadas em vídeos curtos e visualmente atrativos.

O próprio ambiente dos comentários demonstra como esse fenômeno afeta os usuários. Em uma discussão publicada no Reddit, intitulada “Os comentários em vídeos curtos estão me fazendo mal”, disponível em: https://www.reddit.com/r/brasil/comments/1s4631z/os_coment%C3%A1rios_em_v%C3%ADdeos_curtos_est%C3%A3o_me_fazendo/?utm_source=chatgpt.com uma pessoa relata sentir-se manipulada e viciada no consumo constante de vídeos rápidos. Nos comentários, diversos usuários afirmam que abandonar ou reduzir o uso dessas plataformas melhoram significativamente a saúde mental, a concentração e a produtividade. Alguns sugerem substituir o consumo de vídeos curtos por conteúdos longos, como documentários, podcasts, vídeos de uma ou duas horas e leituras mais profundas, justamente para “desintoxicar” o cérebro dessa sequência contínua de estímulos rápidos e recompensas instantâneas.

Essa percepção não surge apenas da experiência individual. Diversos estudos já apontam que plataformas digitais utilizam mecanismos de recompensa semelhantes aos observados em processos de dependência comportamental. O consumo contínuo de conteúdos curtos e variados gera estímulos constantes de dopamina, neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e recompensa. Isso ajuda a explicar por que muitas pessoas passam horas rolando a tela sem perceber o tempo passar. Além disso, o excesso de informações negativas pode afetar diretamente o estado emocional das pessoas. Hoje, tragédias, guerras, acidentes, crimes e discussões políticas aparecem misturados com vídeos humorísticos e conteúdos leves, tudo na mesma sequência de rolagem. O usuário recebe, em poucos minutos, uma enorme carga emocional e muitas vezes sem tempo para processar criticamente o que viu.

Outro aspecto importante é a influência desses conteúdos sobre o comportamento social. As redes sociais não apenas informam: elas moldam opiniões, hábitos e percepções coletivas. A velocidade da circulação de conteúdos faz com que assuntos viralizem rapidamente e gerem reações em massa, mesmo quando não há contexto suficiente ou confirmação dos fatos. Uma pesquisa divulgada pelo site Imagem Corporativa aponta que “66% concordam que o excesso de tempo na plataforma pode ser prejudicial à saúde mental, e 52% acreditam que a rede social propaga muitas fake News”, disponível no link: https://iccom.com.br/instagram-stories-reels-e-influenciadores-moldam-o-comportamento-do-consumidor/?utm_source=chatgpt.com. Esses dados demonstram que os próprios usuários já percebem os efeitos negativos do consumo excessivo e da dificuldade em distinguir informações verdadeiras de conteúdos manipulados.

Além disso, o crescimento do jornalismo dentro das redes sociais altera o papel dos veículos tradicionais. Conforme destaca a pesquisa “O TikTok e o consumo de notícias na era da cultura visual”, grandes organizações jornalísticas passaram a adaptar suas notícias para formatos mais rápidos, visuais e dinâmicos, buscando competir pela atenção do público jovem. Assim, o jornalismo passa a disputar espaço com influenciadores, memes e conteúdos virais dentro do mesmo ambiente digital. Essa mudança traz benefícios e desafios. Por um lado, os Reels democratizam o acesso à informação e permitem que notícias alcancem milhões de pessoas rapidamente. Por outro, criam um ambiente em que velocidade e engajamento muitas vezes valem mais do que profundidade, contexto e veracidade.

Portanto, o impacto dos Reels na forma de consumir notícias vai além da tecnologia. Trata-se de uma transformação cultural que modifica a atenção, o comportamento, as emoções e até mesmo a maneira como a sociedade interpreta a realidade. Em uma era marcada pela hiperconectividade, torna-se cada vez mais importante desenvolver pensamento crítico, verificar fontes e equilibrar o consumo rápido de conteúdos com informações mais aprofundadas e confiáveis. Também é importante refletir sobre a relação entre entretenimento e informação. Embora os vídeos curtos facilitem o acesso a notícias e aproximem os jovens de temas relevantes, eles podem transformar acontecimentos complexos em conteúdos superficiais, reduzidos à lógica da viralização. Dessa forma, a sociedade enfrenta o desafio de aprender a utilizar as redes sociais como ferramentas de informação sem se tornar dependente do fluxo constante de estímulos e desinformação.

          Durante a preparação deste trabalho, a autora utilizou ferramentas de IAG (ChatGPT e PerplexyIA) no processo de aperfeiçoamento do texto e melhoria da legibidade. Após o uso destas ferramentas, os textos foram revisados, editados e o conteúdo está em conformidade com o método científico. A autora assume total responsabilidade pelo conteúdo da publicação.

 

Referências

 

GUEDES, Caroline Silva Falcão. O TikTok e o consumo de notícias na era da cultura visual. Revista Uninter de Comunicação, Curitiba, v. 13, n. 22, p. 44–62, 2025. Disponível em: Artigo Revista Uninter. Acesso em: 13 maio 2026.

IMAGEM CORPORATIVA. Instagram, Stories, Reels e influenciadores moldam o comportamento do consumidor. Disponível em: Imagem Corporativa - comportamento do consumidor. Acesso em: 13 maio 2026.

REDDIT. Os comentários em vídeos curtos estão me fazendo mal. Disponível em: Discussão Reddit sobre vídeos curtos. Acesso em: 13 maio 2026.

 

Propagandas Enganosas de Saúde nas Redes Sociais: O que são, como são propagadas, o que tem sido feito e o que pode ser feito

   Por Amanda Fullgraf Petry 

    A crescente de propagandas de medicamentos “milagrosos” vem da evolução tecnológica e sofisticação desses golpes que alteraram radicalmente a sua natureza e forma de propagação. Contribuem para isso os avanços na inteligência artificial, que facilitam a manipulação audiovisual; a microssegmentação algorítmica, que facilita o alcance desses tipos de anúncios a pessoas mais suscetíveis, como idosos e indivíduos com doenças crônicas; ou até mesmo em qual rede social os anúncios são enviados, a fim de dificultar o seu rastreio. As propagandas enganosas referentes à saúde nas redes sociais tornaram-se uma indústria sofisticada e altamente lucrativa, que tem sido chamada de uma “epidemia digital” ou “infodemia”. 

    No contexto mundial, o excesso de informações dificulta o acesso a orientação e dados confiáveis, assim, dando espaço a “informações” tendenciosas e fraudulentas. Em documentos disponibilizados pela Meta, é estimado que os seus usuários sejam expostos a cerca de 15 bilhões de golpes por dia, ao redor do globo, totalizando 10% da receita da empresa em 2024 (16 bilhões de dólares). O Brasil é estimado como sendo um dos países que mais é afetado pelas propagandas enganosas e a desinformação sobre saúde no mundo, apresentando grande volume de anúncios ilícitos, sendo coletados cerca de 170 mil anúncios entre abril e maio de 2025, onde 76% da amostra analisada se tratava de propagandas fraudulentas.  Dentre os 165 produtos comercializados, nenhum possuía registro ativo na Anvisa em 2025, embora muitos usassem o nome da agência para simular legitimidade.

    Para a criação desses conteúdos são utilizadas diferentes estratégias a fim de gerar uma falsa legitimidade e autoridade nos anúncios. Aproximadamente 74,8% dos anúncios fraudulentos, avaliados pelo NetLab UFRJ,  se utilizavam de IA e manipulação audiovisual. Dentre elas os Deepfakes, que se utilizam principalmente de figuras públicas para tentar inferir credibilidade dos produtos,  a Figura 1 indica as principais pessoas que tiveram a sua imagem manipulada por esses anúncios fraudulentos. Sendo também observados casos em que esses anunciantes se passam por marcas e veículos de mídia conhecidos pela população, se apropriando de linguagem técnica para parecerem verídicos.

 

Figura 1: Pessoas Públicas com imagem mais utilizada em anúncios fraudulentos, Fonte NetLab UFRJ

    Muitos desses anunciantes se utilizam de promessas milagrosas e com cura rápida, observadas em 99,5% das fraudes, sendo também em 82,7% dos casos como um “tratamento natural” ou  “caseiro”, ou com pesquisas falsas, exageradas e sem fontes verificáveis para sustentar a eficácia do produto em 23,2% dos casos. Muitas vezes associadas a falsas narrativas, inferindo que essa “cura” barata e “altamente eficaz” é um segredo revelado das elites e da indústria farmacêutica, juntamente com o intuito de infundir desconfiança em relação à medicina. A Figura 2 indica essa distribuição entre as estratégias aplicadas nos anúncios.

Figura 2: Estratégias aplicadas nos anúncios fraudulentos, Fonte NetLab UFRJ

    As principais redes utilizadas para o compartilhamento desses tipos de anúncio são as plataformas da Meta e sistemas de mensagens privadas. O Facebook e o Instagram apresentam papéis similares, devido a ferramenta de microssegmentação, que permite que os golpistas atinjam grupos específicos para as suas supostas curas, como idosos ou pessoas com doenças crônicas. Já o YouTube é utilizado principalmente para disseminação de vídeos de tratamentos alternativos para diversas doenças, como câncer e diabetes. No entanto, é estimado que o destino final de 85,7% de anúncios fraudulentos no Brasil é o WhatsApp, sendo utilizado justamente por conta da criptografia, o que dificulta encontrar os golpistas, e o fácil redirecionamento do usuário para o site ou aplicativo de vendas. O Telegram também tem se destacado pelos grupos clandestinos, que chegaram a soma 82 mil usuários, com enfoque na venda de remédios controlados e canetas emagrecedoras sem registro.

    A indústria da desinformação em saúde e as propagandas enganosas de medicamentos nas redes sociais causam impacto em múltiplas instâncias. A exposição a anúncios fraudulentos pode levar a comportamentos de risco, como atrasar a busca de tratamentos realmente eficazes, o que pode pode levar ao agravamento de certas doenças, e ocasionar intoxicações, dado o uso indiscriminado de substâncias sem orientação de especialistas e/ou o uso de medicamentos sem aval de órgãos reguladores. Os principais indivíduos afetados por esse tipo de golpe costumam ser pessoas de baixa renda e idosos, dado principalmente pela menor literacia digital desses indivíduos. Além de afetar as pessoas, acaba por infundir desconfiança na medicina atual e consensos científicos.

    A tendência das propagandas enganosas sobre medicamentos é de crescimento acelerado, que já tem sido observado nos últimos anos. De 2023 a 2024 o número de detecções de desinformação gerada a partir de IA mais do que dobrou em alguns e países, e em 2025 no Brasil foram coletados aproximadamente 170 mil propagandas em apenas um mês. Sendo observado não apenas propagandas frequentes, mas também duradouras, onde foram observados anúncios que circulam ininterruptamente por mais de 3 anos, demonstrando a dificuldade e as falhas atreladas a  moderação de conteúdos nas plataformas. As pesquisas apontam que nos próximos anos esses anúncios fraudulentos vão passar a ser mais aplicados em ambientes com maior criptografia, transformando os anúncios em redes abertas, tais quais o Facebook e Instagram, apenas como um chamativo para os indivíduos levando-os a redes como WhatsApp  e Telegram, a fim de dificultar a ação das autoridades. Tal fato vai ser agravado pela maior exploração e avanço tecnológico da microssegmentação algorítmica e os avanços das inteligências artificiais generativas na criação desses conteúdos, assim tornando mais difícil identificar esses tipos de conteúdos.

    O enfrentamento às propagandas enganosas de medicamentos nas redes sociais envolve uma combinação de medidas regulatórias e judiciais. No Brasil, a fiscalização é feita principalmente por órgãos como a ANVISA, que é o principal regulador das publicidades de medicamentos. Em ações recentes, em março de 2026, a ANVISA, suspendeu a publicidade de duas marcas de canetas emagrecedoras devido justamente pela sua irregularidade na divulgação dos medicamentos. Seguindo a Resolução-RDC nº 96/2008, que proíbe promessas de cura e testemunhos de celebridades para a recomendação de medicamentos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) também já atualizou as suas regras de publicidade médica, a fim de exigir a identificação clara do profissional e proibir a propaganda de produtos comerciais por médicos. Já o CONAR (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) já dispõe de instrumentos para coibir esses anúncios fraudulentos, apesar de ter sido apontado como lento por diferentes pesquisadores, frente a velocidade das redes sociais virtuais. 

    Em 2025, o STF declarou a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, assim fazendo com que as plataformas digitais possam ser responsabilizadas pelos conteúdos ilícitos de terceiros em suas redes quando não forem adotadas medidas eficazes para prevenir e remover essas fraudes. A Meta, no entanto, afirma estar testando tecnologias de reconhecimento facial e ferramentas de segurança para coibir golpes, além de afirmarem que rejeitam sistematicamente mais de 90% das denúncias feitas pelos seus usuários. Na União Europeia, já foi implementado um Código de Conduta sobre a Desinformação, o DSA (Digital Services Act), que impõe obrigações na transparência e na moderação de conteúdos às grandes empresas.

    Enquanto ainda temos que lidar com esses conteúdos de medicamentos enganosos nas redes, algumas ações podem ser tomadas como indivíduos, como a busca e consulta desses supostos no site da ANVISA, sempre desconfie de curas milagrosas ou mensagens que prometam “resultados garantidos”, curas rápidas ou definitivas para tratamentos crônicos. Ter atenção a quem está divulgando os medicamentos, tendo em vista que médicos são proibidos de fazer propagandas de medicamentos, verificar as fontes utilizadas e ter cuidado com redirecionamentos para outras redes.  


TERMO DE USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Este artigo conta com apoio da ferramenta de Inteligência Artificial NotebookLM para auxílio na estruturação textual, estruturação de ideias e revisão gramatical. Todo o conteúdo e as ideias foram revisados ​​e enviados pelo autor, cabendo à ferramenta apenas a organização em tópicos e a realização de correções gramaticais necessárias.

Referências:

BRUM, Maurício. Anvisa suspende propaganda de remédios para obesidade vendidos pela EMS. Veja Saúde, 4 maio 2026. Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/anvisa-suspende-propaganda-de-remedios-para-obesidade-vendidos-pela-ems/. Acesso em: 13 maio 2026.

CAZZAMATTA, Regina; SARISAKALOĞLU, Aynur. AI-Generated Misinformation: A Case Study on Emerging Trends in Fact-Checking Practices Across Brazil, Germany, and the United Kingdom. Emerging Media, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 214–251, 2025.

KONG, Linna. What Drives Credibility Judgment Toward Health Disinformation in Deepfake Videos? 2025. 60 f. Projeto de Dissertação (Mestrado em Jornalismo) – University of Missouri-Columbia, Columbia, 2025.

NASCIMENTO, Israel Júnior Borges do et al. Infodemics and health misinformation: a systematic review of reviews. Bulletin of the World Health Organization, [S. l.], v. 100, p. 544–561, 2022.

NETLAB UFRJ. Desinformação pode matar: anúncios com golpes, fraudes e desinformação em saúde nas plataformas da Meta. Rio de Janeiro: NetLab UFRJ, 21 dez. 2025. Disponível em: https://netlab.eco.ufrj.br/post/desinformacao-pode-matar. Acesso em: 13 maio 2026.

PENG, Rachel X.; SHEN, L. Why fall for misinformation? Role of information processing strategies, health consciousness, and overconfidence in health literacy. Journal of Health Psychology, [S. l.], 2024.

PITTROW, Leonard Bernhard Ron Hans Lothar. Medical Misinformation on Social Media: Assessing the Ethical Responsibilities of Healthcare Professionals, Social Media Platforms, and Users in Combating the Spread of False Medical Information. 2025. 54 f. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina) – Vilnius University, Vilnius, 2025.

SANTINI, R. Marie et al. Desinformação pode matar: Anúncios com golpes, fraudes e desinformação em saúde nas plataformas da Meta. Rio de Janeiro: NetLab – Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2025.

SOUZA, Luiz Paulo. Deepfakes estão sendo usadas para vender medicamentos irregulares; veja como não cair em manipulações. VEJA, 21 jan. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/deepfakes-estao-sendo-usadas-para-vender-medicamentos-irregulares-veja-como-nao-cair-em-manipulacoes/. Acesso em: 13 maio 2026.

SUAREZ-LLEDO, Victor; ALVAREZ-GALVEZ, Javier. Prevalence of Health Misinformation on Social Media: Systematic Review. Journal of Medical Internet Research, [S. l.], v. 23, n. 1, e17187, 2021. 

TEDESCHI, Vitória. Anúncios de saúde falsos dominam redes sociais e colocam usuários em risco, aponta estudo. Fast Company Brasil, 22 dez. 2025. Disponível em:  

VENDAS, Maria Edite. Venda ilegal de remédios cresce em redes sociais com promessas de emagrecimento e cura rápida. A Crítica de Campo Grande, 7 maio 2026. Disponível em: https://www.acritica.net/editorias/saude/venda-ilegal-de-remedios-cresce-em-redes-sociais-com-promessas/655519/. Acesso em: 13 maio 2026.

WANG, Yuxi et al. Systematic Literature Review on the Spread of Health-related Misinformation on Social Media. Social Science & Medicine, [S. l.], v. 240, 112552, 2019.




domingo, 17 de maio de 2026

Influência das redes sociais na formação de opinião: como algoritmos moldam percepções e comportamentos

Por Luan Amorim de Jesus

As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de interação entre amigos e familiares. Atualmente, plataformas como Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook exercem papel central na circulação de informações, na formação de opiniões e até na construção da identidade social dos usuários. Em um cenário marcado pela velocidade da informação e pelo consumo contínuo de conteúdos digitais, especialistas alertam para os impactos positivos e negativos dessa influência na sociedade contemporânea.

 

Imagem gerada por Inteligência Artificial (ChatGPT)


Segundo a pesquisa “Digital 2026 Global Overview Report”, publicada pela empresa DataReportal, o brasileiro passa, em média, mais de 9 horas por dia conectado à internet, sendo grande parte desse tempo dedicada às redes sociais. Esse comportamento transforma as plataformas digitais em importantes agentes de influência política, cultural e econômica.

Os algoritmos das redes sociais são sistemas programados para selecionar conteúdos de acordo com os interesses e comportamentos dos usuários. Curtidas, comentários, compartilhamentos e tempo de visualização servem como indicadores para definir quais publicações terão maior alcance.

Na prática, isso significa que as plataformas tendem a mostrar conteúdos alinhados às preferências individuais do usuário. O fenômeno, conhecido como “bolha informacional”, limita o contato com opiniões divergentes e reforça crenças já existentes.

De acordo com o pesquisador Eli Pariser, autor do livro The Filter Bubble, os algoritmos podem criar ambientes digitais personalizados que reduzem a diversidade de perspectivas. Esse processo influencia diretamente a forma como as pessoas interpretam acontecimentos políticos, sociais e culturais.

Um exemplo recente ocorreu durante processos eleitorais em diferentes países, nos quais conteúdos impulsionados artificialmente ganharam grande alcance em poucas horas. Em muitos casos, informações falsas circularam com velocidade superior às notícias verificadas por veículos jornalísticos tradicionais.

A disseminação de fake news tornou-se um dos principais problemas relacionados às redes sociais. Informações falsas ou manipuladas conseguem atingir milhões de pessoas rapidamente, especialmente quando envolvem temas sensíveis como política, saúde ou segurança pública.

Durante a pandemia de COVID-19, por exemplo, conteúdos sem comprovação científica sobre tratamentos e vacinas foram amplamente compartilhados em aplicativos e plataformas digitais. Organizações como a Organização Mundial da Saúde alertaram para os riscos da chamada “infodemia”, caracterizada pelo excesso de informações verdadeiras e falsas circulando simultaneamente.

Além disso, estudos indicam que conteúdos emocionalmente apelativos tendem a gerar mais engajamento, favorecendo a propagação de notícias sensacionalistas. Segundo relatório do MIT Media Lab, notícias falsas possuem maior probabilidade de compartilhamento porque despertam surpresa, indignação ou medo.

Outro aspecto relevante é o crescimento dos influenciadores digitais como formadores de opinião. Criadores de conteúdo passaram a ocupar espaços anteriormente dominados por jornalistas, especialistas e veículos tradicionais de comunicação.

Hoje, influenciadores abordam temas variados, incluindo política, comportamento, consumo, educação e saúde. Em muitos casos, o público estabelece relações de confiança com esses produtores de conteúdo, considerando suas opiniões mais próximas da realidade cotidiana.

A pesquisadora Raquel Recuero destaca que as redes sociais modificaram a dinâmica da comunicação pública, permitindo que qualquer usuário potencialmente alcance milhões de pessoas. Entretanto, essa democratização também traz desafios relacionados à responsabilidade na divulgação de informações.

Empresas e marcas perceberam rapidamente esse potencial. O marketing de influência tornou-se uma das principais estratégias de publicidade digital da atualidade. Segundo levantamento da Statista, o mercado global de influenciadores movimenta bilhões de dólares anualmente.

Entre os jovens, a influência das redes sociais se manifesta também na formação da identidade pessoal e social. Tendências de comportamento, padrões estéticos e posicionamentos ideológicos frequentemente são disseminados por meio de vídeos curtos, memes e conteúdos virais.

Especialistas alertam que o consumo excessivo dessas plataformas pode gerar impactos emocionais e psicológicos, especialmente quando há comparação constante entre a vida real e as versões idealizadas apresentadas online.

A psicóloga Sherry Turkle afirma que a hiperconectividade pode provocar sensação de ansiedade e necessidade permanente de validação social. Curtidas e comentários passam a funcionar como mecanismos de reconhecimento e pertencimento.

Ao mesmo tempo, as redes também podem servir como espaços de mobilização social, inclusão e acesso à informação. Movimentos sociais contemporâneos frequentemente utilizam plataformas digitais para organizar manifestações, divulgar causas e ampliar debates públicos.

Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento da educação midiática como ferramenta fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico. O objetivo é ensinar usuários a identificar fontes confiáveis, interpretar conteúdos digitais e compreender o funcionamento dos algoritmos.

No Brasil, iniciativas educacionais têm buscado estimular práticas de verificação de informações em escolas e universidades. A alfabetização digital tornou-se essencial em uma sociedade cada vez mais conectada.

Para o professor Pierre Lévy, o ambiente digital exige novas competências cognitivas e sociais. Mais do que consumir informação, os usuários precisam aprender a analisar criticamente os conteúdos compartilhados online.

A influência das redes sociais na democracia é tema constante de debates entre pesquisadores, governos e empresas de tecnologia. Enquanto alguns defendem que as plataformas ampliam a participação política e democratizam o acesso à informação, outros alertam para os riscos de manipulação algorítmica e polarização social.

Nos últimos anos, discussões sobre regulação das plataformas digitais ganharam destaque em diversos países. Questões relacionadas à transparência dos algoritmos, combate à desinformação e responsabilização das empresas passaram a integrar agendas legislativas internacionais.

Empresas como Meta e Google afirmam investir em ferramentas de moderação e segurança digital. Ainda assim, especialistas consideram que os desafios permanecem complexos diante da velocidade de circulação das informações.

As redes sociais transformaram profundamente a maneira como as pessoas se informam, se comunicam e constroem opiniões. Embora ofereçam oportunidades de democratização da informação e participação social, também apresentam riscos relacionados à desinformação, polarização e manipulação algorítmica.

Nesse contexto, desenvolver pensamento crítico e consciência digital tornou-se indispensável para a convivência em uma sociedade hiperconectada. O futuro da comunicação digital dependerá não apenas das plataformas tecnológicas, mas também da capacidade dos usuários de compreender e questionar os conteúdos consumidos diariamente.

Termo de Uso da Inteligência Artificial

Este artigo contou com apoio de ferramenta de Inteligência Artificial (ChatGPT) para auxílio na organização estrutural do texto, revisão gramatical e pesquisa de informações públicas. Todo o conteúdo foi revisado, adaptado e validado pelo autor, seguindo princípios éticos, acadêmicos e jornalísticos.


REFERÊNCIAS:

DATAREPORTAL. Digital 2026 Brasil Overview Report. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2026-brazil?rq=Brasil. Acesso em: 17 maio 2026.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Managing the COVID-19 infodemic. Disponível em: https://www.who.int/news/item/23-09-2020-managing-the-covid-19-infodemic-promoting-healthy-behaviours-and-mitigating-the-harm-from-misinformation-and-disinformation. Acesso em: 17 maio 2026

MIT MEDIA LAB. Study: On Twitter, false news travels faster than true stories. Disponível em: https://news.mit.edu/2018/study-twitter-false-news-travels-faster-true-stories-0308. Acesso em: 17 maio 2026.

PARISER, Eli. The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You. New York: Penguin Press, 2011. Disponível em: https://www.academia.edu/34426834/The_Filter_Bubble_Eli_Pariser. Acesso em: 17 maio 2026.

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.

STATISTA. Influencer Marketing Industry. Disponível em: https://www.statista.com/topics/2496/influence-marketing/?srsltid=AfmBOooaZBTit9RitepMHZckrft5Qi7yYquijXh8ZpJX6tFb1peWVFlt#topicOverview. Acesso em: 17 maio 2026.

TURKLE, Sherry. Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. New York: Basic Books, 2011. Disponível em: https://www.mediastudies.asia/wp-content/uploads/2017/02/Sherry_Turkle_Alone_Together.pdf. Acesso em: 17 maio 2026.




O uso de IA na Área da Saúde


O uso de IA na Área da Saúde 

Por: Pedro Daniel Kayser dos Santos (23150456)

A Inteligência Artificial (IA) vem se tornando um dos temas mais comentados nas redes sociais, principalmente quando o assunto envolve saúde e tecnologia. Publicações no Instagram, vídeos no TikTok e conteúdos no YouTube mostram diariamente como hospitais e clínicas estão utilizando sistemas inteligentes para auxiliar médicos em diagnósticos e tratamentos. O assunto ganhou ainda mais destaque após o crescimento das tecnologias digitais na área médica e o avanço de ferramentas automatizadas.                                                                                                                                                                                                                                                                                      

"Inteligência artificial deve servir aos seres humanos, não substituí-los."  -Papa Leão XIV         

                                                                                                                                                             Fonte: Pexels

 Atualmente, a IA já consegue analisar exames, identificar padrões e auxiliar profissionais da saúde em poucos segundos. Segundo estudos recentes, sistemas inteligentes podem interpretar radiografias, tomografias e exames laboratoriais com grande precisão, ajudando na identificação de doenças em estágios iniciais. Além disso, dispositivos inteligentes, como relógios digitais e aplicativos médicos, conseguem monitorar informações em tempo real, como batimentos cardíacos, níveis de oxigênio e padrões de sono.


Pesquisadores também destacam que a Inteligência Artificial vem contribuindo para melhorar o fluxo de trabalho em hospitais e clínicas, reduzindo o tempo de espera dos pacientes e agilizando atendimentos. Em muitos casos, a tecnologia auxilia médicos na organização de dados e na análise de informações clínicas, tornando os diagnósticos mais rápidos e eficientes.                                                                                                                                       Apesar dos benefícios, especialistas alertam para alguns desafios relacionados ao uso da IA na saúde. Entre os principais pontos discutidos estão a privacidade de dados, os riscos de falhas nos sistemas e a necessidade de supervisão humana nas decisões médicas. De acordo com pesquisas sobre o tema, a Inteligência Artificial deve funcionar como uma ferramenta de apoio, sem substituir completamente os profissionais da saúde.

Outro debate importante envolve a regulamentação dessas tecnologias no Brasil. Com o aumento do uso de plataformas digitais e sistemas automatizados, cresce também a preocupação com a segurança das informações dos pacientes. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o armazenamento e compartilhamento de dados pessoais, buscando garantir maior segurança no ambiente digital.


Além dos avanços atuais, estudos mostram que a presença da Inteligência Artificial na medicina não é algo recente. Sistemas especialistas desenvolvidos há décadas já eram utilizados para auxiliar médicos em diagnósticos clínicos e recomendações terapêuticas. Programas como MYCIN, CASNET e PIP ajudaram no desenvolvimento das tecnologias modernas utilizadas atualmente em hospitais e centros de pesquisa. A robótica também passou a fazer parte da medicina moderna, cirurgias assistidas por robôs, softwares de apoio à decisão médica e sistemas baseados em redes neurais são exemplos de tecnologias que vêm transformando o setor da saúde. Em alguns hospitais, robôs já auxiliam em procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, oferecendo maior precisão durante operações.                                                                                                                                                                                                                                                                  Fonte: Pexels          

Nas redes sociais, o tema continua gerando debates entre profissionais, empresas de tecnologia e usuários. Enquanto muitos conteúdos destacam os benefícios da IA para diagnósticos e tratamentos, outros alertam para o risco da disseminação de informações falsas e promessas exageradas envolvendo a tecnologia. Por isso, especialistas recomendam que as pessoas busquem conteúdos produzidos por fontes confiáveis e profissionais qualificados.

Mesmo diante dos desafios, a expectativa é que a Inteligência Artificial continue crescendo nos próximos anos. Pesquisadores acreditam que as tecnologias inteligentes poderão contribuir ainda mais para tratamentos personalizados, prevenção de doenças e melhoria nos serviços médicos.                                                          

 Dessa forma, a Inteligência Artificial vem transformando a área da saúde e ampliando discussões importantes nas redes sociais. O avanço tecnológico apresenta benefícios significativos para pacientes e profissionais, mas também exige responsabilidade, ética e supervisão humana para garantir segurança e eficiência nos atendimentos.

Referências (ABNT)

MATTOS, Alexandre Magalhães de; VALENTE, Tania Cristina de Oliveira. Inteligência artificial na área da saúde: desafios, possibilidades, regulamentação e implicações legais. Revista do Direito Público, Londrina, v. 21, n. 1, p. 10-21, 2026.

SILVA, Gabriela Gomes da et al. Desafios do uso da inteligência artificial nos diagnósticos de saúde: uma revisão integrativa. Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário, Brasília, v. 13, n. 2, p. 11-18, 2024.

GUARIZI, Débora Delfim; OLIVEIRA, Eliane Vendramini de. Estudo da inteligência artificial aplicada na área da saúde. Colloquium Exactarum, Presidente Prudente, v. 6, número especial, p. 26-37, 2014.

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília, DF: Presidência da República, 2018.

PEXELS. Inteligência artificial e saúde. Disponível em: Pexels. Acesso em: 17 maio 2026.
Termo de Uso da Inteligência Artificial

Este artigo contou com apoio da ferramenta de Inteligência Artificial ChatGPT/OpenAI apenas para auxílio na correção gramatical, organização textual e estruturação das informações. Todo o conteúdo utilizado foi pesquisado e selecionado pelo próprio autor, com base em artigos acadêmicos, referências científicas e imagens retiradas da internet por fontes de uso gratuito.